Quando a esmola é demais, o santo desconfia. E nosso santo é esperto. Saiu hoje (30/06/2008.) no Folha On Line matéria de título “Ministério Público investiga eventuais prejuízos em manifestações de professores”. O texto que pretendia “ouvir” os dois lados, destacou claramente a leitura de que o ato dos professores, impulsionado pelo Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), teria gerado transtornos, cito trecho: no centro. Os professores chegaram a ocupar as duas pistas da avenida, prejudicando o trânsito. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 2,5 km de lentidão na via. A Paulista tem cerca de 2,7 km. (Folha 30/06/08).
O centro da discussão o jornal não destacou…
A situação dos professores em São Paulo é precária. Aliás, para lá de precária. No site da Folha de São Paulo mais de cem comentários seguiram-se à matéria publicada, muitos deles indignadíssimos, e com toda a razão. Pois quem está lá (em meio a luta), sabe que é direito se manifestar, e não causa prejuízo à cidade se organizar para lutar por reivindicações, justíssimas inclusive. Acontece que o “outro” lado, nem é tão escutado assim…
Para quem quiser saber mais das reivindicações dos trabalhadores em Educação de São Paulo, procure “APEOESP” no google. Para quem quiser saber mais sobre a tentativa despuradora do Estado em desqualificar a luta dos professores, procura… procura… E nem precisa procurar tanto.
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